
Choque do futuro
“Reli no passado fim de semana
um dos livros que mais me marcou nas últimas
décadas. Refiro-me ao Choque
do Futuro (Future shock) de Alvin Tofler,
editado pela primeira vez em 1970.”
04-07-2008, Pedro
Norton
de Matos
Reli no passado
fim de semana um
dos livros que
mais me marcou
nas últimas
décadas.
Refiro-me ao Choque
do Futuro (Future
shock) de Alvin
Tofler, editado
pela primeira vez
em 1970.
Confesso-me um
apaixonado pela
leitura, pelo que é uma
audácia
investir o tempo
em reler uma obra,
quando há tantos
e tantos livros
que gostaria de
ler pela primeira
vez. Decisão
difícil,
mas que se veio
a revelar como
muito gratificante.
Actualmente, estou
ligado profissionalmente à temática
da gestão
da mudança
e Tofler neste
domínio é incontornável,
pela maestria como
relaciona os temas
da aceleração
da mudança
com a maior ou
menor adaptação
das sociedades
e dos indivíduos.
Este “best
seller”,
com quase quarenta
anos, mantém-se
de uma enorme actualidade
e quanto muito
pecará por
defeito em relação
aos dias de hoje,
pela ainda maior
aceleração
verificada nas
ultimas décadas.
Segundo Alvin Tofler,
o Homem apesar
da sua grande capacidade
de adaptação
ao meio, não
consegue acompanhar
o ritmo alucinante
a que a mudança “muda”,
originando profundos
desfasamentos nas
comunidades e o
alastramento da
doença social
profundamente devastadora
a que ele chama,
o choque do futuro.
A progressiva maior
transitoriedade
da relação
do Homem com as
pessoas, coisas
e lugares, resultante
da aceleração
da mudança
para a qual não
estamos preparados,
vai modificando
inevitavelmente
a psique do Homem. É o
usar e deitar fora,
característicos
da sociedade “Kleenex” que
deixa profundas
marcas. As crises
de valores sucedem-se
e a depressão
afecta cada vez
maior número
de indivíduos...
Neste contexto,
compreendem-se
melhor os movimentos
slow que transversalmente
cruzam a sociedade...